Já tem muito tempo que eu me considero uma voz que grita só na Praia Vermelha. E, não, não estou falando de vida social, não estou falando de arte, nem de nada disso. Estou falando daquela polêmica que hoje impera no cotidiano da universidade e sobre a qual eu tenho uma opinião significativamente divergente das opiniões dos meus colegas de campus.
Estou falando do Plano Diretor e da transferência pro Fundão. Todos sabem, até porque eu escrevi um longo artigo sobre isso no jornal O Ventilador, que eu sou a favor do plano e das transferências, já que a universidade inteira já deveria estar centralizada na Cidade Universitária desde a década de 70.
Até aí nada de novo, todos sabem que eu sou o único ser vivo de todo o campus que é a favor das transferências, todos sabem que, fora do Fundão, só eu sou a favor do Plano Diretor. Mas a questão é que dessa vez foi oficializado e institucionalizado. Hoje, dia 6 de abril, depois de uma longa discussão, o CA decidiu em reunião que tomará oficialmente posição contrária ao Plano Diretor, às transferências para o Fundão (premissa do plano) e ao REUNI. Eu fui o único a votar a favor do plano e me abstive da votação do REUNI.
Ficou decidido então que o CA vai passar um documento pela ECO dizendo que é contra o Plano Diretor e um outro dizendo que é contra o REUNI, ambos apresentando os motivos do CA para ser contra. E esses dois documentos vão ser seguidos de abaixo-assinados, pois precisamos de legitimidade. Ou seja, para a posição do CA ser reconhecida legitimamente como sendo a posição dos estudantes da ECO, precisamos das assinaturas de quem concorda com o CA.
Portanto, aqueles poucos que se importam com o futuro da ECO e da UFRJ, devem ficar atentos a esses abaixo-assinados, que serão entregues à Congregação da nossa unidade e ao Conselho Universitário.

Eu, a ovelha negra da Praia Vermelha